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Prédica: Lucas 8.26-39
Leituras: Isaías 65.1-9 e Gálatas 3.23-29
Autoria:Antonio Carlos Ribeiro
Data Litúrgica: 5º Domingo após Pentecostes
Data da Pregação: 19/06/2016
Proclamar Libertação – Volume: XL

 

 

Da prisão atormentada à liberdade 

 

 

1. Introdução

A onda de ódio que invadiu o país e disseminou-se pela sociedade no ano passado assustou os brasileiros: dos mais simples e vitimados pela violência até pedagogos, sociólogos, filósofos e teólogos; da falta de elementos para sua construção até a utilização de refinadas técnicas de convencimento, amarradas num conjunto de informações encadeadas numa narrativa aparentemente coerente. As limitações para elaborar uma mimese – a imitação da realidade – esbarram na dificuldade de refl exão culta de pessoas conservadoras, incapazes de olhar os demais. E com um argumento fraco para a tessitura de uma intriga narrativa, capaz de encadear a sequência dos fatos.

Diante da onda de ódio, ainda que mal construída, foi preciso desmontar o argumento que intermediava fatos individualizados, vistos de forma particular e dispensando o contexto. Quem só pensa em enriquecer e se afirmar não conhece sequer o vizinho. Sem esses elementos não consegue encadear a sucessão de eventos nem elaborar uma história sensata com um caráter unificador. Por isso o discurso da imprensa, liderada por uma emissora de TV, financiada por empresas e conduzida por jovens, não narrou os fatos nem estabeleceu a mediação entre os acontecimentos e, por isso, não foi propositivo na reconfiguração da realidade.

A disputa pela narrativa foi vencida pelos que elaboraram as dimensões episódica e historicizante – que suportam discursos trágicos, incidentes lamentáveis e até fatos aterrorizantes, ao mesmo tempo em que propiciam um caráter integrador –, dando subsídios para a construção da unicidade narrativa e criando para a sociedade a possibilidade de percepção da totalidade temporal: o tempo semiotizado.

Esses elementos da narrativa possibilitam-nos ler os textos deste domingo e refl etir sobre a libertação que vem após a atormentada prisão que nos tolhe a liberdade, tira a alegria de viver, a capacidade de criar e a inventividade para propor. Sem ela, nossos horizontes afundariam em meio a um cotidiano medíocre, as elites seguiriam se locupletando das riquezas, alugando o Estado e controlando a narrativa. Assim como os espelhos do circo, que deformam nossa imagem ao refleti-la, deixando-nos sempre mais atônitos.

O primeiro texto é do Trito-Isaías (65.1-9), que mostra um profeta impaciente com a rebeldia e a imaturidade do povo, que desaprendeu as conquistas do exílio, não valorizou a experiência de libertação de Yahweh e jogou fora o patrimônio espiritual que nasceu do sofrimento. Decidiu seguir seu próprio caminho, profanar bosques sagrados, sepulcros e lugares escondidos. Gente que se crê especial, sem noção dos riscos de estar entregue aos próprios caprichos e incapaz de valorizar as conquistas. O arrogante ampliou tanto o horizonte da autoestima, que sobraram apenas míseros milímetros para revelar o conjunto da realidade. Por isso o texto anuncia um Deus que não desiste, para que seu povo tenha descendência, vida abundante e paz.

O segundo texto é da carta de Paulo aos cristãos da Galácia – atualmente na Turquia –, mostrando o avanço de sair do controle da lei, como crianças acompanhadas pela governanta que se tornam adolescentes e conquistam autonomia. Esse desenvolvimento não é apenas físico, mas se faz acompanhar de inteligência, maturidade afetiva e conquistas emocionais. Só quem de fato avançou descobre que os seres humanos são iguais em dignidade e assume os riscos do novo mundo. Emanuel Levinas, ensinou-nos que Deus é completamente extraordinário. Com efeito, para cunhar moeda, os Estados recorrem a um molde. Com um único molde, fazem muitas peças, de forma que são todas semelhantes. Deus chega com um molde, impondo sua imagem, a criar uma multiplicidade dessemelhante: de eus, os únicos em seu gênero.

O Evangelho de Lucas, o terceiro, mostra-nos uma luta épica para vencer as armadilhas do mal, que condensa um conjunto de malefícios como crimes, ditaduras e dominações, acumulados ao longo de séculos na estrutura física, política e econômica das cidades, petrificados pela tradição, que enfeixam a tradição libertadora da escola de profetas de Isaías, os discípulos de apostolado de Paulo e culminam na maestria de Jesus de Nazaré, o rabino pobre e nômade que contemplou os filhos de Deus muito além de seu próprio povo.

A narrativa da realidade integra o episódico e o factual, resiste aos discursos que não se submetem à hermenêutica, desconstrói estórias melodramáticas e enfrenta historicamente o terror – como a Comissão Nacional da Verdade fez com a ditadura militar –, reassumindo o caráter integrador da civilização. Mas não sem dor.

2. Exegese

A principal perícope deste domingo é de Lucas 8.26-39 e diz respeito ao endemoninhado geraseno. O texto constitui uma “intrigante narrativa”, que parece tratar do fato ocorrido, embora mescle elementos contraditórios que deixam pistas significativas para quem não se atém exclusivamente a ele, mas também percebe fragmentos e acréscimos feitos pela tradição oral ao longo do tempo, que o evangelista que tinha os olhos no público grego fez questão de agregar.

A terra dos “gerasenos” é uma localidade fictícia, onde aparece um homem que vivia nos cemitérios, estava despido, era conhecido por sua força incomum e tido como alguém que vários homens não conseguiam dominar. Ele grita, joga-se ao chão e indaga o que Jesus quer dele, ao mesmo tempo em que pede para não ser castigado. Ao ser indagado sobre quem é, os demônios apresentam-se como “legião”, por ser muitos, e pedem que Jesus não os mande para o abismo, mas os envie para os porcos que se alimentavam na encosta, e ele deixou. Vale lembrar que o símbolo da X Legião Romana, que da Síria controlava a Palestina, era um javali.

Isso nos faz indagar: quem se alimentava de porcos na Palestina? Quem os criava para “lucrar” com a presença militar romana há dois séculos? Como a legião romana – além da ameaça psicológica (que fazia reinos se renderem), da brutalidade (de bater na face ou obrigar a caminhar, até a ocupação militar, sem deixar pedra sobre pedra) e da ordem jurídico-econômica (impor a Lex Romana pelas armas e cunhar o denário, a moeda para cobrar impostos na Palestina) – atormentava judeus e populações indo-latinas?

Gerasa não estava perto de Genesaré. A contestação vem do fato do lago de Genesaré não ter margens escarpadas e nem morros, de onde os porcos se tenham precipitado ao mar e se afogado. O texto informa ainda que o homem do cemitério chegou a ser preso com correntes de ferro, mas ele as quebrava e era levado para o deserto. Esses dois lugares – cemitérios e desertos – eram comuns aos rebeldes judeus que lutavam contra os romanos e nunca frequentados pelos judeus piedosos, informa-nos Meeks.

Ao lado desse conjunto de elementos, é preciso entender o exorcismo feito por Jesus para não perder de vista essa prática que integrou seu ministério, seguindo as pistas de Uwe Wegner. A palavra para demônio é o substantivo daimon (masculino e singular), que só aparece uma vez em Mt 8.31, enquanto a palavra daimónion é um adjetivo neutro, que é empregado em 63 passagens do NT e não se trata de uma pessoa, mas de uma coisa. Como adjetivo substantivado, indica a personificação de uma entidade abstrata que designa popularmente poderes impessoais, potências espirituais ou forças maléficas, capazes de alterar a sanidade e provocar doenças. A outra é a forma verbal daimonízomai, que se traduz como ser endemoninhado ou ser possuído por um demônio e é mais frequente no Evangelho de Mateus (Mt 4.24; 8.16,28,33; 9.32; 12.22; 15.22; Mc 1.32; 5.15,16,18; Lc 8.36; Jo 10.21).

Esses “espíritos” são designados de impuros por três razões: provocam uma impureza que não é moral, mas ritual e cultual. As doenças são sinais de que o reino de Deus ainda sofre reação e resistência. Os espíritos impedem que a santidade de Deus torne-se plena e abrangente. E isso surge do contato de demônios com coisas, seres ou lugares impuros, como desertos (Lc 8.29), ruínas (Ap 18.2), cemitérios e sepulcros (Mc 5.2-5), fazendo com que o endemoninhado seja legalmente impuro e afastado da plena participação dos atos litúrgicos. Daí resulta que os demônios, como espíritos exclusivamente rebeldes e contrários a Deus, são fruto de um gradativo, mas demorado processo, em que o cristianismo assimilou ideias do AT, dos gregos e do Antigo Oriente.

Os demônios eram tidos como seres espirituais responsáveis pela “partilha” dos destinos das pessoas, que davam a cada um a “sorte” que lhe era devida, seja para o bem, seja para o mal. Eles eram originalmente neutros, mas se tornam gradativamente concebidos como espíritos malignos e prejudiciais. Essa situação avança até serem considerados entidades apenas prejudiciais, sobretudo nos três séculos anteriores à era cristã, determinando decisivamente o entendimento vigente na época de Jesus.

A fé cristã acabou herdando a demonologia como algo exclusivamente negativo, mesmo em relação às funções positivas reservadas exclusivamente aos anjos. Atribuir males ocorridos a pessoas ou à natureza como doenças, possessão, catástrofes, pragas e demônios respondia as perguntas e os questionamentos que esses fatos levantavam. A demanda cresce quando a demonologia diz que o responsável último pelas desgraças não é Deus, mas forças espirituais que lhe são hostis. Isso acaba com a tensão entre a crença num Deus poderoso e bom e a existência dos males que, aparentemente, teriam também nele a sua origem.

O efeito prático é que a demonologia afasta Deus como causa última dos males, atribuindo-os à ação de espíritos rebeldes. Essa visão dos espíritos como sempre malévolos dificulta ainda hoje a abertura e escuta diante das religiões indígenas e afro-brasileiras, que conseguem admiti-los como malévolos e benévolos.

É necessário distinguir entre o diabo e os demônios. O primeiro é o poder que seduz ao pecado, enquanto a ação dos demônios, a segunda, é a capacidade de provocar doenças, seja de ordem física, seja de ordem psíquica. O NT não se refere a pessoas “endiabradas”, mas só a “endemoninhadas”. Os demônios agem
através de possessão; já o diabo seduz e tenta!

O caso do possesso de Gerasa aponta para a doença da loucura, a insanidade. Essa pode ter causas psíquicas, funcionais, hormonais ou cerebrais, mas essas não são externas e perceptíveis, por isso a insanidade era vista no passado como ação demoníaca. Deve-se lembrar que as narrativas de exorcismos diferenciam–se das terapias ou simples curas por três características. No exorcismo, a pessoa possessa está inteiramente à mercê do demônio, sem sua identidade própria e sem liberdade sobre seu pensar e agir. A disputa é uma luta entre o demônio e Jesus por não querer abandonar o homem. E porque as ações dos demônios são seguidas por traços violentos e destrutivos, tanto à pessoa quanto ao meio ambiente.

Dois fatos devem ser assegurados: Jesus realizou exorcismos com um código cultural, linguístico e religioso semelhante ao vigente em sua época e integrado às pessoas entre as quais atuou, sendo isso aceito como poder eficaz diante dos possessos. E que, apesar das coincidências desse código, quando se comparam os exorcismos de Jesus com a prática da época, percebe-se que ele não foi um “exorcista tradicional” (WEGNER, p.103).

Além do exorcismo e da cura, deve-se lembrar que as ações sacramentais são “representações dramáticas de processos sociais”, que traduzem em linguagem simbólica o que se deseja que ocorra. Nessa hora, “executa-se simbolicamente, na ação performativa […] a integração social: dos muitos, da diversidade surge a unidade” (THEISSEN, p.165-166). A função da ação sacramental é permitir que a experiência do “limiar” (a comunhão íntima do corpo de Cristo como unidade radical) flua para a vida da comunidade (MEEKS, p. 238-239).

Integrado à “comunidade mística”, o homem, já curado, quer seguir Jesus, não no sentido do discipulado, mas quer acompanhá-lo na peregrinação e ensino. Mas Jesus prefere enviá-lo para evangelizar “a sua casa”. Nessa situação, sua missão é seu próprio contexto: testemunhar o reino para o povo do seu lugar, sua família, seu ambiente de vida e de trabalho. O envio foi de volta a si e a seu entorno, para agora discípulo fazer outros discípulos, em vez de se incorporar ao grupo itinerante de Jesus ou escondido em comunidades monásticas.

3. Meditação

O escuro da meia-noite, o vendaval grande,
o redemoinho de pensamentos,
o tornopio no pé-de-vento e o se entestar, …
o Diabo, na rua, no meio do redemunho…
De dentro do resumo, e do mundo em maior,
aquela crista eu repuxei, toda, aquela firmeza me revestiu:
fôlego de fôlego de fôlego – da mais força, de maior-coragem
Digo, direi de verdade: eu estava bêbado de meu.
Ah, esta vida, às não-vezes, é terrível bonita,
horrorosamente, esta vida é grande.
Ei, Lúcifer! Satanás, dos meus Infernos!

Guimarães Rosa

O texto de Lucas 8.26-39 coloca-nos mais uma vez frente aos demônios de Gerasa, a cidade em que a chegada de Jesus e seus discípulos provoca o possesso dos lugares proibidos. A história mexe em elementos consistentes do drama humano da região: o povo despossuído de tudo, especialmente da dignidade, após quase dois séculos de dominação militar romana. Com todos os desmandos, desrespeitos e desavergonhamentos que a situação propicia.

O homem que sai dos sepulcros ao encontro de Jesus é a perfeita composição da imagem das vítimas de confl itos armados ao redor do mundo. Daquele tempo até o nosso. Ele está maltratado – das perdas emocionais, políticas e econômicas históricas até a perda de si mesmo –, dominado por espíritos inferiores. A depauperização da cultura, da estrutura familiar e tribal tem tudo que lhe sobrou naquele homem pobre, que sequer consciência da nudez e dos parâmetros religiosos e culturais que a mandam cobrir.

Até porque ele só encontra condições mínimas de sobrevivência em lugares amaldiçoados como o cemitério e os desertos.

Como quem não tem nada mais a perder, já que sequer a consciência sadia ele mantém, ele pede que seja deixado. A imagem da qual Jesus está mais próximo é a dos que ali chegaram, revezaram-se por décadas e exploraram – da força física dos homens à beleza das mulheres – sempre de forma ultrajante. Já que de tiranos nada mais se pode esperar.

A Jesus cabe a estupefação de defrontar-se com aquela síntese de contradições. Uma verdadeira “metamorfose ambulante”, para lembrar o artista mais conhecido da época da ditadura militar e que a descreveu como ninguém em suas canções, marcando o período do caos com sua música caótica, que não deixava os governantes esquecerem a realidade social.

A primeira tarefa era libertá-lo das muitas dominações. Os véus iam caindo, um a um. A cada queda, mais um percentual de olhar, consciência e tomada de sentido integravam sua leitura da realidade. As imagens roubadas voltavam e reintegravam-se à memória. “Somente uma memória abrangente permite à poesia épica apropriar-se do curso das coisas” (Walter Benjamin), colocando “as coisas no lugar”, até que a sanidade retomasse o ritmo da vida.

Os demônios fugazes, enfraquecidos a cada véu de neblina substituído pela faculdade épica da memória, começam a negociar novos espaços até encontrar a vara de porcos que levarão pelo desgoverno a se precipitar no mar. Começam os prejuízos cobrados dos judeus comerciantes de porcos que alimentam tropas militares – os únicos que podem pagar o preço da miséria de sua própria gente –, que entregavam o denário, a moeda de pagamento de um dia de trabalho, para manter a dominação estrangeira.

Recobrada a sanidade, a cidadania é personificada no ser humano que perdeu tanto e agora recobra as forças para retomar a vida. Os romanos permaneceriam lá por décadas, mas a atuação do rabino pobre e nômade, apelidado com o nome da terra de gente pobre – o galileu –, já devolvera a saúde necessária à luta. Sem esquecer os sacerdotes, escribas e fariseus, zelotes e publicanos e todas as costuras político-religiosas a fazer para garantir a dignidade básica. Isso esse tal Jesus deixou: a capacidade de distinguir a voz que traz consciência do alarido restante da praça, que diante dos deserdados da sorte não tinha compromisso algum!

O rabino nazareno deixou uma última lição ao afastar-se: não aceitou o liberto dos espíritos maus em seu grupo, mas o ajudou a sentir a libertação dos poderes das trevas. Mais. A sentir uma tal alegria, que a salvação extrapolou os limites do anúncio, transformando o testemunho do vivido no anúncio novo: o evangelho, a novidade que resgata a dignidade a todo o que crê. Assim, o que fora endemoninhado transformou-se no enviado à sua própria gente.

4. Imagens para a prédica

Para refletir sobre a reconquista da cidadania espiritual, leia o texto da música Cidadão, de Zé Ramalho:

Tá vendo aquele edifício moço
Ajudei a levantar
Foi um tempo de aflição, era quatro condução
Duas pra ir, duas pra voltar
Hoje depois dele pronto
Olho pra cima e fi co tonto
Mas me vem um cidadão
E me diz desconfiado
“Tu tá aí admirado ou tá querendo roubar”
Meu domingo tá perdido, vou pra casa entristecido
Dá vontade de beber
E pra aumentar meu tédio
Eu nem posso olhar pro prédio que eu ajudei a fazer
Tá vendo aquele colégio moço
Eu também trabalhei lá
Lá eu quase me arrebento
Fiz a massa, pus cimento, ajudei a rebocar
Minha filha inocente veio pra mim toda contente
“Pai vou me matricular”
Mas me diz um cidadão:
“Criança de pé no chão aqui não pode estudar”
Essa dor doeu mais forte
Porque que é qu’eu deixei o norte
Eu me pus a me dizer
Lá a seca castigava, mas o pouco que eu plantava
Tinha direito a colher
Tá vendo aquela igreja moço, onde o padre diz amém
Pus o sino e o badalo, enchi minha mão de calo
Lá eu trabalhei também
Lá foi que valeu a pena, tem quermesse, tem novena
E o padre me deixa entrar
Foi lá que Cristo me disse:
Enchi o rio, fiz a serra, não deixei nada faltar.

5. Subsídios litúrgicos

Saudação

Amada comunidade: neste Pentecostes, renova em nós a confi ança no Espírito que nos anima diante da adversidade. Não nos deixes esquecer os que controlaram nossa sociedade por séculos, fazendo fortunas com a riqueza dos filhos deste país, negando às populações os serviços mais básicos, amarrando-nos ao subdesenvolvimento e desconstruindo a certeza das convicções que fizeram nosso povo assumir os destinos de suas próprias vidas. Que ele nos propicie libertação dos espíritos maus, amplie nossos horizontes a cada véu que cai, restitua-nos a serenidade para tomar decisões. Que nos dê ousadia, amor, leitura dos sinais dos tempos. E nos equipe para ajudar nossas comunidades nestes novos tempos. E para voltar à nossa gente com o anúncio da salvação.

Para que possamos assumir a tarefa que nos confias, pedimos:

Confissão e lamento pelos pecados

Pelas vezes que temos falhado no anúncio da salvação, perdão, Senhor!
Quando esquecemos que nos reconstróis como pessoas e país, perdão, Senhor!
Se deixamos de lado as pessoas críveis e ficamos ao lado das pessoas incríveis, perdão, Senhor!
Pelas relutâncias no modo de atuar e anunciar tua salvação, perdão, Senhor!
Se tememos viver na comunidade de fé buscando raras oportunidades de amar, perdão, Senhor!
E pelas dificuldades de assumir riscos e viver desse modo, pedimos:
Tem piedade de nós, Senhor!

Oração do dia

Tu vens sempre ao nosso encontro e nos chamas à vida de comunhão.
Queremos ser libertados para a vida de compromisso, amor e dignidade para todos.
Ajuda-nos a assumir tarefas e responsabilidades sem buscar nosso próprio interesse ou de nossa comunidade.
Queremos ser pecadores arrependidos e não santos blasfemadores.
Onde nos queres testemunhando a tua salvação?
Na tua esperança, pedimos. Amém!

Bibliografia

THEISSEN, Gerd. Sociologia da cristandade primitiva. São Leopoldo: Sinodal, 1987.
WEGNER, Uwe. Demônios, maus espíritos e a prática exorcista de Jesus segundo os evangelhos. Estudos Teológicos, v. 43, n. 2, p. 82-103, 2003.
 

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