Quando iniciou a sua trajetória no Ministério Pastoral?
Nasci em uma família em processo de transformação por Jesus. Desde muito cedo envolto pelo Evangelho, ensinado pelos meus pais e por uma Comunidade acolhedora da Missão Evangélica União Cristã (Meuc) em Jaraguá do Sul/SC, de forma muito simples entendi que podemos responder positivamente ao amor revelado em Cristo. Não recebi um chamado direto para o Ministério Pastoral e, sim, percebi que poderia estudar Teologia para servir a Cristo de muitas formas, inclusive no modelo pastoral vigente na IECLB.
Como foi o seu tempo de estudos?
Ao perceber que o curso de Teologia não forma um Pastor, mas um cristão mais consciente da fé queprofessamos e até dos seus limites, entendi que podemos ajudar os outros também na descoberta, no amadurecimento e no crescimento do conhecimento de Cristo. Nasci em Bento Gonçalves/RS, mas considero Jaraguá do Sul a minha cidade natal, pois fui morar lá desde o primeiro ano de vida. Estudei na Faculdade Luterana de Teologia (FLT), em São Bento do Sul/SC, de 2001 a 2005. Durante a graduação, passei por muitas dificuldades financeiras. Sem uma bolsa de gratuidade, contei com bolsas alternativas que deram o suporte necessário para este período. Sou Ministro ordenado desde 2007, tendo atuado na Paróquia Martim Lutero, em Luís Eduardo Magalhães/BA, e, agora, exercendo o Ministério Pastoral na Paróquia Campos de Lapa/PR, no Sínodo Paranapanema.
Quais são as suas atividades na Paróquia Campos de Lapa?
A Paróquia Campos de Lapa é constituída pelas Comunidades de Lapa e Núcleo Leiteiro. A parceria entre a Paróquia e o Centro de Recuperação Nova Esperança em Lapa (Cerene) possibilita que eu trabalhe com dependentes químicos e os seus familiares. A minha esposa assumiu o trabalho na Paróquia e, assim, estamos somando no cuidado de muitas pessoas.
Que tristezas e alegrias vive no seu Ministério?
Envolvidos em muitas atividades, nos alegramos em servir ao nosso
Senhor no testemunho e no anúncio das Sagradas Escrituras. As dificuldades estão nas limitações financeiras das Comunidades, mas isso tem sido superado e provido por Deus. O que realmente ‘dói’ no Ministério é a apatia de muitas pessoas, que continuam sonolentas em suas dificuldades frente ao chamado de Cristo. Ao mesmo tempo, podemos nos alegrar com o envolvimento de outros tantos que acordam e emergem do seu sofrimento para viverem felizes, mesmo em meio aos problemas da vida. O Evangelho nos possibilita isso mesmo: vivermos felizes em meio a muitas situações que estão fora do nosso controle e da nossa vontade, porque sabemos quem dirige a nossa história e fará cumprir a sua boa vontade. Dentro da esperança em Cristo, caminhamos e trabalhamos.