No seu cotidiano, qual é o espaço para a fé?
A fé é muito mais que um ‘manual de conduta’, pois é no dia a dia que devemos refletir o caráter e a luz de Cristo neste mundo. Às vezes, somos surpreendidos por quedas, fraquezas e temos dificuldade para entender a vontade de Deus na nossa vida, mas sabemos que podemos confiar e temos com quem contar (Sl 37.5).
Qual é a sua caminhada na IECLB?
Os meus pais, Jorge e Atemia, foram cativados a servir na IECLB quando a Comunidade de Novo Hamburgo acolheu o Pastor americano John Amott e o seu trabalho missionário. Pastores e lideranças locais se dedicaram a levar a mensagem do Evangelho além e a outras pessoas nos bairros. Pelos testemunhos dos meus pais e amigos, muitas vidas foram tocadas e transformadas naqueles dias. Então, posso dizer que vim a conhecer a Deus como fruto desse trabalho. A partir dali, os meus pais foram desafiados a seguir na fé na Comunidade do bairro Rincão, onde cresci. Nesta trajetória, fui Instrutor de Culto Infantil, liderança e membro do Conselho Distrital da JE, além de Presbítero (Vogal e Vice-Presidente de Comunidade). Atualmente, sou integrante do Grupo Aleluia, membro do Conselho da Rádio União FM/RS e Presidente da Comunidade da Redenção.
Como funciona o formato ‘compar-tilhado’ de atuação no Presbitério?
O que gostaríamos de ver nos nossos políticos, temos a oportunidade de pôr em prática na liderança que ocupamos na Comunidade. Estamos ali temporariamente, representando a coletividade e em favor do corpo, por isso não é bom que uma liderança de Comunidade seja autoritária, centralizadora ou se perpetue no papel. Há que se permitir e estimular a participação e o desenvolvimento dos membros. Em uma Comunidade, como em qualquer agrupamento, lidamos com vontades e individualidades. Com alegria, posso dizer que se entregar, atender e executar segundo a vontade da maioria, mesmo quando contrária à minha posição, muitas vezes foi melhor para a Comunidade. Não é a nossa vontade que conta, mas a vontade do Senhor.
Que importância a música tem na vida da Igreja e da Comunidade?
A música veio cedo na minha vida. Ainda criança, com o primeiro violão, presente do meu pai, treinava e cantava com ele músicas caipiras e hinos da Igreja. Na juventude, Luis Kayser, puxador do louvor que tocava violão para os cânticos do hinário amarelo Cantarei para Sempre, passou os acordes das músicas que ele tocava. Ainda tenho o meu hinário com os acordes copiados a caneta do hinário dele, que repartiu o seu dom. Descobri que, por meio da música, eu poderia louvar a Deus. Essa é a importância e a razão de ser da música na Igreja e na Comunidade, quando ela é um instrumento para o louvor e a manifestação da fé.